Blog de Jarley Nóbrega
Artigos com o marcador Tecnologia
60% Of Apps In Android Market Are Free (Vs. 30% Or Less In Other App Stores)
02/09/10
O post abaixo, publicado no TechCrunch, explica parte de minha decisão em trocar o meu velho (e bom) HTC S621 por um Samsung Galaxy rodando Android. A lista de aplicações disponíveis no Android Market é imensa, e a maioria é gratuíta.
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App store analytics provider Distimo
yesterday published its latest report
, once again zooming in on the pricing of mobile applications across a variety of platforms.
Consistent with its previous findings, Google’s Android Market
has by far the largest share of free applications available compared to other mobile app store, but the gap is also widening.
In July 2010, 60% of all applications on Android Market were free of charge, representing an increase of 3% since May 2010 when it was 57%.
As you can tell from the graph below, that share is more than double the share of free apps on other mobile app stores, with the exception of Palm’s App Catalog (albeit barely).
The share of free applications is smallest on Windows Marketplace for Mobile (22%), followed by the Apple App Store for iPad (26%) and RIM’s BlackBerry App World (26%).
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Let’s take a closer look at the prices of paid apps across mobile application stores.
Distimo posits that the average price of the 100 most popular apps in Android Market and Palm’s App Catalog is higher than the average price of the entire catalogue of applications.
While the average price of all applications is only 16% higher in the Apple App Store for iPad than in the App Store for iPhone, the average price of the 100 most popular applications is nearly three times as high in the former.
More than 60% of applications are priced below or equal to $2 in the App Store for iPhone, Android Market, Nokia’s Ovi Store and Palm’s App Catalog. The proportion of applications priced
below or equal to $2 is much lower in the App Store for iPad and Windows Marketplace for Mobile.
Notably, it seems prices of apps for iOS devices are on the rise. The proportion of paid applications priced below $1 on the Apple App Store for iPad and Apple App Store for iPhone has decreased in both in July 2010, from 30% to 25% and from 49% to 45%, respectively.
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NoSQL: O fim dos bancos de dados relacionais?
12/03/10
O Digg é mais um grande nome da Web 2.0 que acaba de migrar os seus (gigantescos) conjuntos de dados do mundo relacional para o modelo “pós-relacional”, esse último conhecido como NoSQL. Eles se juntaram à empresas como Google, Amazon, e-Bay, LinkedIn, Twitter e Facebook, com o objetivo de prover níveis de performance mais adequados para as consultas realizadas em bases de dados monstruosas, típicas de aplicações da Web 2.0. Para ter idéia do problema, imagine uma consulta na base de 2 PB (dois Petabytes) do e-Bay sendo feita online por um conjunto de centenas ou milhares de usuários simultaneamente. Imagine agora fazer um join com essa quantidade toda de linhas em tabelas de um banco relacional.
A estratégia do Digg está descrita em dois posts no blog do serviço. O primeiro fala sobre as dificuldades de escalabilidade da infraestrutura de banco de dados, baseada em uma solução mestre-escravo particionada um servidor MySQL. O texto mostra um exemplo de um a consulta com join que levava 14 segundos para ser completada. Após a migração para um datastore não-relacional, baseado no modelo distribuído do Cassandra, a mesma consulta pôde ser realizada em menos de um segundo. O segundo texto fala sobre a migração completa dos principais serviços do Digg usando o Cassandra e ainda lista as principais contribuições da equipe de desenvolvimento para o projeto.
O Melhor e o Pior da Década
25/01/10
Eu recebo uma quantidade muito grande de informação todos os dias, normalmente via email, feeds RSS, posts no Twitter e Facebook, além dos sites de notícias que costumo visitar com alguma frequência. Filtrar tudo isso consome uma parcela considerável de tempo, apesar de ter aprendido a separar no olho o que é lixo e o que é informação relevante. Uma das minhas resoluções para 2010 foi tentar manter esse blog o mais atualizado possível, com a missão de publicar dois ou três posts por semana. Essa tarefa é pouco complicada em função das várias atividades que exerço, ainda mais com o início do doutorado do CIN previsto para Março. Mesmo assim, comecei a separar algumas coisas para publicar aqui, começando com alguns artigos e posts de outros blogs.
Para iniciar essa série, dei uma olhada no post de James Turner, publicado final do ano passado no O’Reilly Radar, com uma lista das melhores e piores coisas que apareceram em TI ao longo dessa última década. A lista de Turner incluía entre os avanços uma série de tecnologias bem consolidadas. Para entender o porquê da lista, basta imaginar como vivíamos sem essas tecnologias em 2000 e como elas estão onipresentes em nossas vidas agora. Segue a lista das melhores:
- AJAX: possibilitou uma melhoria sensível na experiência do usuário e em questões relativas à usabilidade das aplicações voltadas para Web 2.0. Sem ela, provavelmente não teríamos algo como Gmail, Orkut, Twitter, Digg, entre um monte de outras aplicações “user-centric”.
- Twitter: na visão de Turner, a verdadeira essência do que ele chamou de “web logging”. Mas ele alerta que os maiores benefícios do uso do Twitter ocorrem quando combinado com outras aplicações em forma de marshups.
- WiFi ubíqua: essa eu concordo em grau, gênero e número com ele. Na visão de Turner, basta imaginar como nos conectávamos à internet no começo da década e como o fazemos agora. É cada vez mais comum (talvez nem tanto aqui no Brasil), permanecer o tempo todo conectado em restaurantes, aeroportos, shoppings e mais um monte de outros lugares.
- Smartphones: imagine o seu telefone em 2000. Imagine-o hoje. A inclusão de itens como câmeras digitais, acesso à redes sem fio e 3G, aplicativos, jogos, entre outros, mudou o conceito do que conhecíamos como um telefone celular. E eles ainda continuam fazendo ligações para outros celulares
. - A cultura do “Do It Yourself”: hoje em dia é fácil ter a sua própria estação de TV (veja Justin.tv, por exemplo), o seu próprio jornal (esse blog é um exemplo
), a sua própria estação de rádio (veja a Last.fm). Uma das coisas mais interessantes que eu vi recentemente é a possibilidade de publicar o seu próprio livro (em papel e PDF) completamente de graça. Dê uma olhada no site da Lambert Academic Publishing e veja como publicar a sua dissertação ou tese na faixa. - Popularização do Open Source: você está lendo esse blog através de uma infraestrutura de software 100% open source. Grandes corporações mantém servidores, aplicações e um mundo de tecnologia por trás disso, todos baseados em software onde o código-fonte está disponível para qualquer um alterar e testar. Como Turner diz em seu post, “se até a Microsoft está lançando aplicações open source…”, imagine que essa próxima década será a consolidação do movimento OSS (Open Source Software).
- Evolução do hardware: imagine acessar a internet usando um modem de 56 Kbps, em uma máquina com 20 MB de disco, 640 KB de RAM e um processador com clock de 2 Mhz. Pense no iPhone que você tem no bolso e entenda porque a evolução do hardware na última década não desmentiu a Lei de Moore.
Em seu post, Turner também lista uma série de decepções e falácias do mundo tecnologia:
- SOAP: só quem precisou configurar um arquivo WSDL para um web service sabe o sofrimento que é utilizar tecnologias baseadas em SOAP.
- A guerra de propriedade intelectual: aqui no Brasil a onda de processos em cima dos usuários que baixam conteúdo protegido por direitos autorais ainda não chegou com força. Mas lá fora tem gente indo para cadeia por fazer download de músicas e filmes. Ainda bem que existem iniciativas como as do Radiohead, Nine Inch Nails, CSS, e um monte de gente boa que distribui o seu trabalho de graça na Web.
- O culto ao Scrum: Apesar de muita gente achar que as metodologias ágeis são a salvação da engenharia de software, só com muito suor e disciplina se consegue praticar tudo o que o Scrum prega. No ano passado, tirei a minha certificação Scrum Master, mas admito que existem várias barreiras culturais que impedem a adoção das práticas “puras” do Scrum. Mesmo assim, sou adepto de algumas coisas que Alexandre Magno chama de “Scrum, but…”. Em resumo, acho Scrum fantástico, mas sem extremismos.
- O fim dos fins de semana: TI é uma área com um nível de stress alto em relação à outras profissões. Todas as maravilhas citadas por Turner têm um efeito colateral quando colocadas em conjunto. A nossa casa passou a ser uma extensão do escritório. Estamos conectados o tempo todo e isso implica em muito trabalho para fazer nos fins de semana. Como se já não bastasse a pressão enorme para entregar software no prazo, funcionando e com alto grau de reuso…
O artigo completo pode ser visto aqui.


