Fiquei muito triste com a notícia da morte de Glauco, um dos meus cartunistas favoritos.

As tiras dele fazem parte da série “coisas que moldaram a minha personalidade”. Comecei a colecionar revistas em quadrinhos quando ainda era moleque, e a partir de uma certa idade, passei a consumir apenas o melhor do “udigrudi” brasileiro. Tenho em casa os originais dos primeiros números do Chiclete com Banana (Angeli), Níquel Náusea (Fernando Gonsales), Piratas do Tietê (Laerte) e Geraldão (Glauco). Para falar a verdade, ainda tenho os 10 ou 12 exemplares originais da Circo, a revista onde eles publicaram algumas tiras memoráveis e onde tive meu primeiro contato com o melhor do quadrinho brasileiro. Se algum dia alguém quiser saber como era o meu estado de espírito na época, basta ver A Noite dos Palhaços Mudos de Larte, publicada nos Piratas em 94 (na minha opinião, a melhor estória em quadrinhos já feita no Brasil).

Descanse em paz, Glauquito!