Blog de Jarley Nóbrega
A velha rotina do Ubuntu
A cada seis meses, mais especificamente em Abril e Outubro, eu tenho uma estranha rotina: investir horas dos meus fins de semana para fazer o meu notebook funcionar após atualizar o S.O. com a última versão do Ubuntu. A lista de problemas já é bem conhecida minha: o acesso à rede sem fio deixa de funcionar, o plugin do Firefox para suportar vídeos em flash precisa ser reinstalado, o som do Skype precisa ser reconfigurado, um monte de pequenas aplicações precisam ser atualizadas na mão (a Canonical restringe a atualização de um monte de programas), entre outras coisas menores.
Como usuário veterano de Linux, acho normal passar algumas horas recompilando drivers, alterando arquivos de configuração, etc. É um preço que se paga por ter um S.O. estável e seguro. O problema é quando a coisa foge completamente de controle, como aconteceu com a versão 9.10, lançada em 29/10. Provavelmente esse release será conhecido como a pior coisa que a Canonical colocou no ar, desde que começaram as distribuições do Ubuntu a cada seis meses. Em um artigo publicado no The Register, com o singelo título de “Early adopters bloodied Ubuntu’s Karmic Koala“, foram citados os dados de uma enquete que apontam que 20% dos usuários encontraram problemas na atualização de difícil resolução. Em outro post do mesmo jornal, alguns usuários especializados sugerem que se espere pelo menos um mês para fazer a atualização, tempo considerado crucial para a Canonical corrigir as besteiras incorporadas nessa versão.
Os problemas da 9.10 vão desde o não reconhecimento do HD, passando por incompatibilidades com o chipset gráfico (que não existiam na 9.04, claro), chegando a questões de segurando envolvendo a arquitetura de criptografia do S.O. No meu caso, além dos velhos problemas conhecidos (vide o primeiro parágrafo desse post), dessa vez tive que lidar com o não reconhecimento de minhas placas de rede e um travamento irritante causado por interrupções geradas pelo kernel. Como todo early adopter de tecnologia, vou tentar mais uma vez resolver esses problemas, mas confesso que dessa vez fiquei p*** o suficiente para pensar seriamente em tentar outra distro (alguém já experimentou o Mandriva?).
Ao longo da semana eu irei postar o status da resolução dos problemas.
P.S.: e os caras da Canonical lançaram essa versão logo na semana em que o Windows 7 chegou às lojas. Belo tiro no pé…
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Update: deixei de lado o mecanismo de atualização do Ubuntu, fiz um backup (+50GB) e instalei o S.O. do zero. O resultado foi um sistema limpo, estável e que reconheceu 100% de meus dispositivos de hardware. Só falta colocar o som do Skype para funcionar. Em resumo, não confie na atualização automática. Prefira fazer uma instalação limpa.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Jarley Nóbrega em 03/11/2009 às 23:06, e está arquivado em Tecnologia. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |
há 10 meses atrás
Oi Jarley
Poste mais comentários como este com suas impressões! Sempre tive vontade de instalar um SO Linux mas falta coragem….
Abraços do seu ex aluno de projeto
André Luna