Blog de Jarley Nóbrega
Cotidiano
Corrida Farmácia Bompreço
25/07/10
Acabei de chegar da 3a Corrida da Farmácia Bompreço. Foi uma prova muito boa, incluindo aí o meu desempenho na corrida e a organização da prova. Nesse último ponto os organizadores fizeram um excelente trabalho. As inscrições foram rápidas e eficientes (pagamento com boleto e cartão), a camisa era bonita e confortável e as informações no site da prova eram úteis e fáceis de achar.
Na hora da prova, os corredores foram separados por setores, de acordo com uma pulseira distribuída junto ao kit. Era necessário informar o pace desejado na corrida durante o processo de inscrição. Nota 10 para a iniciativa da Corpore por essa divisão.
Da corrida em si, alguns pontos que foram importantes: o tempo (nublado, com alguns chuviscos) ajudou a reduzir o desgaste dos corredores, o isolamento muito bem feito pela CTTU e os pontos de hidratação dos dois lados da pista, sem tumulto para pegar água. Pela primeira vez corri ouvindo música. Não sei se isso ajudou na concentração, mas o fato é que terminei a prova inteiro e consegui manter o pace da largada e ainda dar um gás no quilômetro final. A trilha sonora teve Nine Inch Nails no aquecimento e Audioslave durante a corrida.
Fiz um tempo líquido (extra-oficial) de 54’29″, um dos meus melhores para provas de 10KM. Próxima parada: Corrida Duque de Caxias, em Agosto.
O Adeus a Glauco
12/03/10
Fiquei muito triste com a notícia da morte de Glauco, um dos meus cartunistas favoritos.
As tiras dele fazem parte da série “coisas que moldaram a minha personalidade”. Comecei a colecionar revistas em quadrinhos quando ainda era moleque, e a partir de uma certa idade, passei a consumir apenas o melhor do “udigrudi” brasileiro. Tenho em casa os originais dos primeiros números do Chiclete com Banana (Angeli), Níquel Náusea (Fernando Gonsales), Piratas do Tietê (Laerte) e Geraldão (Glauco). Para falar a verdade, ainda tenho os 10 ou 12 exemplares originais da Circo, a revista onde eles publicaram algumas tiras memoráveis e onde tive meu primeiro contato com o melhor do quadrinho brasileiro. Se algum dia alguém quiser saber como era o meu estado de espírito na época, basta ver A Noite dos Palhaços Mudos de Larte, publicada nos Piratas em 94 (na minha opinião, a melhor estória em quadrinhos já feita no Brasil).
Descanse em paz, Glauquito!
Corrida Duque de Caxias
23/08/09
Mais uma prova de 10 Km completada. Corri hoje a 35a Corrida Duque de Caxias, organizada pelo Exército. Meu tempo (extra-oficial) ficou em 55’25”, bem melhor que a última Corrida das Pontes, com um pace médio de 5,5 min/Km.
A organização da corrida foi impecável! Quando fui retirar o kit da prova no dia anterior achei que a organização deixaria a desejar, pois tive que esperar mais de uma hora para pegar a camisa e o meu número de inscrição. Fiquei surpreso quando me informaram que o chip para marcação dos tempos só seria entregue no dia da corrida. Fiquei imaginando a confusão que seria.
Mas eu estava enganado. A retirada do chip foi rápida e organizada. Os organizadores montaram um esquema para validar os equipamentos: fizeram um cercado na área da largada com um único ponto de acesso. Quando o corredor entrava nessa área, o chip era validado na hora.
A largada foi bem tranquila, iniciada com um tiro de canhão. Vale destacar o perfeito isolamento do percurso feito pelos soldados do Exército. Acho que nem a Corrida das Pontes teve o trajeto todo livre para os corredores. No mais, a hidratação da prova foi boa, com pontos de abastecimento de água a cada 2 KM. Para minha surpresa, consegui passar sem problemas pelo ponto mais difícil da prova: a subida do viaduto do Forte das Cinco Pontas. Debaixo de um sol forte, consegui chegar inteiro, antes de uma hora de prova.
Parabéns para os organizadores da corrida. Em 2010 estarei lá de novo!
Corrida das Pontes – 6a Edição
14/06/09
Concluída mais uma prova de 10 KM: a sexta edição da Corrida das Pontes. Esse ano a organização foi bem melhor, com pontos de hidratação a cada 2 KM e a retirada dos kits após a corrida acontecendo sem tumulto. A largada ocorreu às 09:00 em ponto, sem atraso (ao contrário dos anos anteriores).
Depois de passar alguns meses em tratamento de uma tendinite no tendão de aquiles, consegui terminar a prova com o tempo (extra-oficial) de 01:00:26, bem longe de meu melhor tempo, 56:13. Ou seja, preciso voltar aos treinos de velocidade para tentar correr essa distância abaixo dos 50′.
Quando sair o meu tempo oficial eu faço um update nesse post.
Próxima parada: Meia-maratona do CORRE em 12/07. Será a prova mais difícil de minha breve carreira de corredor amador, pois nunca fiz antes a distância de 21 KM. Vamos aos treinos!
Quem precisa de uma grande gravadora?
27/08/08
Essa foi a pergunta feita em uma reportagem da revista Rolling Stone, publicada em Maio aqui no Brasil. O texto do jornalista Evan Serpick detalha como um grupo de músicos está ganhando mais dinheiro distribuindo os seus trabalhos de graça do que simplesmente colocando o material à disposição de uma grande gravadora. E quem pensa que esses grupos são formados por bandas de garagem, que lançam uma demo no MySpace e convidam os amigos para visitar a página, está enganado. Gente como Radiohead, Nine Inch Nails, Eagles, Madonna e The Black Crowes já vendem material na rede sem o suporte de uma gravadora.
A reportagem mostra que alguns artistas lançam seus trabalhos em esquemas de distribuição pouco convencionais. O Eagles passou a distribuir os seus discos exclusivamente através da rede de supermercados Wal-Mart. Caras como Jimmy Buffet simplesmente criaram a sua própria estrutura de distribuição, através de um selo próprio (em 2005 ele ganhou 44 milhões de dólares vendendo discos assim). Aqui no Brasil, Lobão teve a sua carreira renascida das cinzas quando resolveu vender o seu trabalho em bancas de jornais. Até o Metallica, que sempre foi contra a distribuição de música entre seus fãs, se rendeu à rede e liberou duas faixas de seu novo disco (“The Day That Never Comes” e “My Apocalipse”).
A idéia de parte dessas bandas é trocar a dependência das gravadoras pela dependência dos fãs (afinal, são eles que compram os discos, em última instância). Bandas como Nine Inch Nails resolveram distribuir o seu trabalho de graça na rede em formato MP3. Para os fãs mais assíduos da banda, eles também colocaram à disposição CD’s autografados pelos membros da banda e outras versões com capa e livreto encartado, todos eles pagos. O resultado? Venderam quase 2 milhões de dólares apenas na primeira semana (o disco anterior vendeu menos da metade disso em um ano inteiro). O Radiohead conseguiu ganhar 5 milhões de dólares distribuindo as suas músicas de graça (você paga se quiser pelos arquivos, em uma média de 6 dólares o pacote de música).
Aqui no Brasil temos o exemplo da CSS (acrônimo para Cansei de Ser Sexy) que já engrenou uma sólida carreira internacional distribuindo as suas músicas gratuitamente. Recentemente, eles participaram dos festivais de Reading (UK) e Lollapalooza (US), dois dos mais famosos e respeitados eventos de música alternativa, o que apenas comprova o alcance da web na distribuição de conteúdo digital.
E quanto a ganhar dinheiro distribuindo software de graça? Alguém consegue postar algum comentário sobre um caso de sucesso na distribuição de programas de computador (ou serviços, em um esquema SaaS)? Quando eu falo de sucesso, assuma que as doações ultrapassaram em muito os custos de produção do software.
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29/07/08
Depois da migração do site para um novo provedor precisei reinstalar a ferramenta de blog. Infelizmente os antigos posts se perderam, pois o meu antigo provedor não permitia o backup do banco.
Com a novo estrutura terei mais flexibilidade para publicar textos que refletem minhas opiniões sobre tecnologia, educação e outros assuntos do cotidiano.
Aos meus alunos e amigos, fica o convite para comentar meus posts e tornar esse espaço o mais dinâmico possível.